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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Entenda o que é Crowdfunding e como ele está mudando o mundo

No final do século 19 surgiu a primeira intervenção urbana financiada por crowdfunding, ou financiamento coletivo, era a famosa Estátua da Liberdade.

O artista plástico francês Frédérico-Augustine Bartholdi queria homenagear o centenário de independência dos Estados Unidos e decidiu criar uma estátua gigante para presentear os americanos. Na falta de um mecenas que investisse no projeto, Bartholdi passou 10 anos levantando dinheiro com uma multidão de pequenos financiadores, que, em troca, ganhavam uma réplica em miniatura da obra. Foi assim que conseguiu viabilizar a criação da escultura, que chamou de “Liberty Enlightening the World”.

De lá para cá, a possibilidade de viabilizar coletivamente não só intervenções como espaços públicos e até modelos de gestão urbana cresceu e se diversificou. Especialmente com plataformas que pegaram carona na internet e nas redes sociais para se especializarem nesse modelo de financiamento.

Em 2013, o Kick Starter, maior plataforma do mundo de corwdfunding, teve 3 milhões de apoiadores de 214 países de todos os continentes (inclusive a Antártida), que levantaram 480 milhões de dólares para colocar 19.911 projetos em prática. Graças ao Kick Starter estão em construção o primeiro helicóptero a propulsão humana do mundo, um Delorean aerodeslizador inspirado na trilogia De Volta para o Futuro, um parque público de skateboard na Filadélfia e uma piscina pública no rio Hudson, em Nova Iorque, entre outros.

O Citinvestor criou um modelo interessante: permite que a sociedade civil viabilize projetos já aprovados em instâncias legislativas para a cidade, mas que não tiveram verba pública para serem executados. Até o mercado imobiliário está experimentando o financiamento coletivo na plataforma Fundrise. Nela, qualquer pessoa pode ser co-financiadora de um empreendimento – seja ele um café, um centro cultural ou um edifício residencial assinado por um arquiteto local. Imagine o potencial de incorporar o crowdfunding à gestão oficial das cidades, permitindo que uma porcentagem do imposto de renda, por exemplo, seja destinada a um projeto em que o cidadão acredite. É o que o objetivo da plataforma finlandesa Brickstarter, ainda em fase de implementação, mas que mantém um blog sobre como o crowdfunding pode ser uma ferramenta de gestão no futuro das cidades.

Nossa maior plataforma no Brasil, o Catarse, acaba de fazer 3 anos. O jornalista inglês Claire Rigby disse "que 2013 pode ser lembrado como o ano em que o Brasil tomou as ruas", mas essa é só a ponta do iceberg de um movimento urbano bem maior, em que as pessoas estão “ocupando os espaços públicos com cores e sonhos”. O Catarse viabilizou, por exemplo, o Baixo Centro, um festival de arte e ocupação civil que ocupou o centro de São Paulo por 10 dias, um Plano Diretor para o bairro da Pompéia e a sinalização de pontos de ônibus com o itinerário dos coletivos em Porto Alegre. Em 2013, o Catarse inaugurou um canal especializado em intervenções urbanas, em que os projetos são parcialmente viabilizados pelo Instituto Asas.
Esses exemplos nos mostram como o crowdfunding é peça importante na reinvenção da gestão política e econômica das cidades – e como esse modelo ganhou força em 2013. Essas plataformas diminuem a lacuna entre intenção e ação, multiplicando os caminhos possíveis para que as pessoas construam, juntas, a cidade que querem. Isso não significa que o crowdfunding seja a solução dos problemas urbanos. Mas é um caminho para a inovação, para atender à complexidade das demandas de cidadãos tão diversos, para mapear problemas e testar vocações urbanas.

Fonte: Revista Superinteressante

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Casal viaja pelo Brasil em busca de projetos sociais


Eduardo e Iara Xavier venderam a casa própria, pediram demissão e foram atrás de um sonho. Você teria coragem? 

Em janeiro de 2011 o casal largou a vida pacata em Divinópolis, interior de Minas Gerais, para viajar sobre quatro rodas Brasil afora caçando projetos sociais.

O objetivo do casal é descobrir o que move quem faz o bem. Deixaram o materialismo de lado e decidiram conviver com pessoas que pensam no coletivo, sem patrocínio ou qualquer incentivo financeiro.

Crentes de que existem mais ações positivas do que negativas no mundo, o casal visitou 21 estados e percorreu 162 mil km para conhecê-las. Durante 33 meses de estrada, os administradores de empresas já enfrentaram muita lama, pó, buracos e piadas pelo caminho. Mesmo assim, Eduardo e Iara não desanimam.

Mais de 750 projetos já foram identificados. O método? É simples: percorrer ruas das cidades e abordar pessoas para indicar bons exemplos. Nada de ‘jogar no Google’! A prática, porém, não é tããão simples assim: ao anoitecer é preciso sair à procura de local para estacionar e passar a noite, normalmente próximo de postos de gasolina.



Para que as iniciativas fossem bem divulgadas, os Caçadores de Bons Exemplos, como ficaram conhecidos, criaram um site* (e uma fã page no Facebook) que, além de servir como instrumento de divulgação de iniciativas inspiradoras do Brasil, é um verdadeiro banco de dados para a rede do bem.

Apesar da vontade de parar e ajudar diversos projetos que conheceram, abastecer a rede do bem, segundo Iara, é o papel deles. Ao incentivar esse intercâmbio, as pessoas acabam tendo mais ideias sobre como solucionar problemas.

Depois de dois anos e meio, a viagem continua insuficiente para saciar a sede do casal. Planos para o futuro? Vender o carro – pois o dinheiro da casa já está quase extinto – e seguir com mochilas nas costas… a pé! E, já que o Brasil está se tornando pequeno demais para tamanha aventura, Iara e Eduardo pretendem embarcar – sem roteiros – para o exterior até 2014.

Para casa, em Divinópolis, interior de Minas Gerais, só pretendem retornar no ano de 2015 – com uma bagagem que, sem dúvidas, não caberá em lugar nenhum.

Fonte: Revista Superinteressante

Espelhos garantem que uma cidade norueguesa receba luz solar


Rjukan, na Noruega, é privada de sol durante metade do ano devido às montanhas que a circundam, a cidade.

Localizada em um vale íngreme do sul da Noruega, a pequena cidade de 3.500 habitantes não vê o sol por cerca de seis meses, de setembro a março.

Até que um artista, Martin Andersen, teve a ideia de refletir a luz solar a partir do ponto mais alto da localidade.

Nesta quarta-feira, foram instalados espelhos gigantes que deverão trazer luz para os sombrios dias de inverno.

Após certo tempo de espera, alguns tímidos raios de sol iluminaram a praça onde se reuniram centenas de pessoas, com olhos fixos nos três enormes espelhos de pé sobre um cume de 400 metros.

"Uma ideia de 100 anos que se tornou realidade hoje", comemorou o prefeito Steinar Bergsland antes de uma orquestra local cantar "Let the sunshine".

Apesar das fortes reservas iniciais sobre o uso de fundos públicos para tal projeto, o projeto foi efetivado graças a patrocinadores, que financiaram 80% dos custos.

Controlados por computador para acompanhar a trajetória do sol, os três espelhos de 17 m2 cada agora formam uma elipse de luz de cerca de 600 m2, o equivalente a três campos de tênis, na praça do mercado.

Além de trazer sorriso aos rostos dos habitantes, a cidade de Rjukan, muito procurada por esquiadores, espera que o projeto fortaleça seu apelo turístico. Ela espera ser incluída pela Unesco em 2015 na lista de Patrimônio Mundial, como testemunha da engenharia industrial humana.

Fonte: Revista Exame

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O que fazer para valorizar o professor no Brasil?


Uma pesquisa divulgada pela fundação Varkey Gems, colocou o Brasil ficou em 20º lugar entre 21 países em um ranking que mostra a valorização dos professores nos países.

O estudo levou em consideração a remuneração dos professores, o respeito por parte dos alunos em sala de aula e o interesse pela profissão.

Outra pesquisa, das fundações Victor Civita e Carlos Chagas, mostrou que apenas 2% dos estudantes de ensino médio pesquisados tinham como primeira opção no vestibular a carreira em pedagogia ou licenciatura.

"Ao contrário de países (com ensino considerado de alta qualidade) como Cingapura, Finlândia e Canadá, no Brasil o trabalho é visto como algo que qualquer um pode fazer. A maioria não escolhe ser professor, é escolhido (por falta de outras oportunidades)." Paula Louzano, pesquisadora da Faculdade de Educação da USP e doutora em educação em Harvard.

A mudança dessa mentalidade é "fundamental", diz Paula. "A docência é uma das profissões mais complexas de se fazer bem-feito, de ensinar 40 alunos de uma mesma sala com demandas e históricos diferentes."

O tema ganhou força nesta terça-feira, dia do professor. Foram planejados vários protestos pela educação em diversas cidades brasileiras. Também nesta terça-feira, professores fluminenses decidiram em uma assembleia continuar uma greve iniciada há 2 meses.

Em meio a protestos por melhorias na educação, à greve de professores no Rio de Janeiro e à pouca procura pela carreira no magistério, o que é preciso para valorizar a carreira de professor no Brasil?

Salários

O debate sobre a atratividade da profissão também passa por salários. Um levantamento da ONG Todos Pela Educação com base em dados do Pnad (pesquisa nacional de amostra de domicílios do IBGE) mostra que os professores de educação básica brasileiros ganham apenas um terço do que a média de profissionais formados em ciências exatas.

Isso ajudaria a explicar a dificuldade de muitas escolas em conseguir bons professores de física e matemática, já que profissionais com esse tipo de formação conseguem remuneração muito superior em outras áreas.

Ao mesmo tempo, o levantamento da ONG aponta que o salário dos professores tem crescido gradativamente entre 2002 e 2011 (o Pnad de 2012 ainda não foi computado), ganhando competitividade perante os rendimentos de outros profissionais com ensino superior completo.

"A diferença salarial está caindo, mas as condições de trabalho não dizem respeito apenas ao salário", explica Alejandra Meraz Velasco, gerente técnica da Todos Pela Educação.

Beatriz Lugão, diretora do Sindicato Estadual dos Professores do Rio, cita entre as queixas da categoria "a falta de autonomia pedagógica (o fato de os professores se sentirem limitados quanto à elaboração das aulas, por exemplo), turmas superlotadas, sucateamento de escolas e filtro ideológico na indicação política (do corpo de diretores)".

Simultaneamente, um dos avanços em políticas públicas, diz Paula Louzano, é a adoção de um piso salarial nacional aos professores, ainda que não tenha sido estabelecido em âmbito federal um limite máximo de horas de trabalho.

"Isso faz com que alguns professores trabalhem 71 horas semanais, em duas ou três escolas diferentes. A qualidade desse trabalho vai ser afetada."

Gestão escolar

Para Naercio Menezes, coordenador de pesquisas do centro de políticas públicas do Insper, o professor está lentamente recompondo seu poder de compra perante outras carreiras, mas ele argumenta que não há uma correlação clara entre salários de mestres e o desempenho dos estudantes em avaliações como a Prova Brasil. E diz que o número de faltas desses professores é um dos fatores que prejudicam os alunos.

"O mais importante é a gestão (escolar)", defende. "Se a escola não introduz a meritocracia e o bônus pelo desempenho (dos professores), há uma acomodação geral no sistema."

A ideia não é consenso entre especialistas. Louzano argumenta que a escola pública, em geral, não oferece apoio suficiente ao docente para impor cobranças por meritocracia.

"É preciso pensar numa política que combine apoio (ao professor) e incentivos (ao seu desempenho)", opina.

Mas a gestão escolar volta a aparecer como um fator importante em uma recente pesquisa da Fundação Lemann e do Itaú BBA, que mapeou iniciativas bem-sucedidas em escolas em regiões carentes do país.

Entre essas iniciativas estão estratégias para valorizar o docente – mesmo na ausência de um plano de carreira – e capacitação especial para os professores em pontos específicos do conteúdo escolar que eles tenham tido dificuldade em ensinar aos alunos.

Formação

A capacitação e formação dos mestres é citada também por Paula Louzano como um dos pontos cruciais para a valorização do docente e a melhoria do ensino básico no país.

Ela cita duas preocupações específicas: primeiro, a não-valorização de suas habilidades ("infelizmente consideramos aceitável que, se falta um professor de física, qualquer um possa dar aula no lugar dele") e, em segundo lugar, a proliferação de cursos privados de qualidade duvidosa - muitos à distância e com carga horária insuficiente – na formação de docentes.

"Há no mercado cada vez mais cursos baratos, de final de semana, e sem tutores qualificados, que certificam (pessoas a serem professores)", argumenta. "Por que não consideramos isso aceitável em engenharia ou medicina, mas sim na formação de nossos professores?"

Questionado pela BBC Brasil, o Ministério da Educação enumerou projetos diversos voltados à valorização de docentes, como o Plano Nacional de Formação de Professores (com cursos de licenciatura e formação pedagógica), o Pibid (programa de concessão de bolsas a alunos de licenciatura) e a Universidade Aberta do Brasil, que tem cursos de aperfeiçoamento a professores em áreas como matemática, gestão escolar e educação integral, entre outros.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A quem pertence a história?

O polêmico projeto de lei que regulamenta a profissão de historiador, aprovado no Senado em novembro do ano passado, está prestes a ganhar novo capítulo. De autoria do senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, desde que passou por votação, a proposta vem sendo criticada por restringir as atividades de magistério e pesquisa de História aos historiadores.


Os pontos mais questionados se concentram no artigo 4, que define como atribuições dos profissionais com curso superior em História o direito de lecionar mas também de exercer a pesquisa, a organização de documentos e informações, além da “elaboração de trabalhos sobre temas históricos”.


Para o jornalista cearense Lira Neto, que acaba de lançar o segundo volume da biografia de Getúlio Vargas, o problema do projeto está na redação imprecisa. “A intenção (do projeto de lei) era dar uma proteção jurídica ao profissional da História, o que é bastante razoável, mas da forma como está redigido ele abre esse precedente que qualquer pessoa agora teria de ser historiador para pesquisar temas históricos, o que seria um absurdo”, diz. Segundo ele, se essa interpretação fosse levada às últimas conseqüências, importantes autores brasileiros, como José Murilo de Carvalho e Boris Fausto, ambos não graduados na área, seriam descredenciados para escrita de outros livros de História.


Para além da restrição à pesquisa e à publicação, conforme o atual texto, o ensino de disciplinas como história da arte ou história da literatura, por exemplo, teria de ser dado por historiadores. Esse é o entendimento de entidades como a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Em carta enviada à Câmara dos Deputados, as instituições são enfáticas ao pedir que a tramitação seja interrompida para que o tema seja mais debatido e o texto final possa ser alterado.


“O projeto tem problemas graves e, se aprovado na forma em que está, trará sérios prejuízos ao Brasil e ao ensino superior de inúmeras disciplinas relacionadas com a História”, alertam na carta (disponível no link http://bit.ly/147ADl3).


Repercussão

O historiador e professor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Américo Souza, concorda com os pontos do projeto que defendem o reconhecimento da profissão e a valorização do professor no ensino fundamental e médio, especialmente. No entanto, segundo ele, essa exigência já consta na Lei das Diretrizes e Bases da Educação, mesmo sem a regulamentação específica dos profissionais de História. “A experiência histórica, a vida, o mundo, a realidade estão aí pra qualquer pessoa analisar, acho que você restringir a historiador é bobagem”, opinou Américo, para quem a pesquisa historiográfica é o que vai diferenciar o trabalho do historiador.


A interpretação do historiador Tiago Porto é diferente. De acordo com ele, o projeto “vai valorizar mais a profissão” porque “não quer restringir a participação de museólogos, arqueólogos, por exemplo, que já são profissões regulamentadas”. Embora não seja a favor da restrição da pesquisa para historiadores, ele acredita que o debate deve continuar e serve também para valorizar o lugar de cada profissional no mercado.


“Eu não vejo nenhum problema de qualquer outro profissional fazer um livro que traga uma contribuição pra História. Uma biografia do Getúlio Vargas, como a do Lira Neto, por exemplo, não é um trabalho pra estudo acadêmico, mas traz suas contribuições”, cita Tiago.

Fonte: Jornal O Povo

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Casal cria comunidade sustentável de casas na árvore em floresta



Cachoeiras, piscinas naturais, trilhas no meio da floresta e a biodiversidade deslumbrante da Costa Rica. Tudo isso pode compor o destino perfeito de férias de muitas pessoas, mas o casal norte-americano Matt e Erica Hogan ficou tão encantado com a natureza do país que decidiu se mudar para lá.
Preocupados em causar o mínimo impacto ao meio ambiente e em morar em uma comunidade autossuficiente, os dois criaram a Finca Bellavista. Ao todo, são 25 estruturas de madeira construídas entre as árvores. A comunidade usa energia solar e possui hortas comunitárias para alimentar os moradores e visitantes.
Tanto os espaços comunitários quanto as moradias fazem captação de água da chuva, possuem biodigestores para processar o lixo produzido e gerar energia e calor. Além disso, a arquitetura das casas na árvore prioriza a luz e a ventilação natural.
Já se passaram sete anos desde que o casal visitou o terreno da comunidade pela primeira vez, e o sonho deles não mudou: atrair moradores que também valorizem e estejam dispostos a praticar a conservação de espécies e do ambiente natural no dia a dia.
Tudo isso fez você pensar que a comunidade é totalmente isolada? Pois não é, não! Apesar de estar há três quilômetros da cidade mais próxima, a Finca Bellavista tem sinal 3G e conecta quem mora no topo das árvores ao mundo todo!

Para saber mais acesse o site da comunidade: http://www.fincabellavista.com/

Fonte: Revista Superinteressante

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Engarrafamento dá origem à peça de teatro e o público assiste dentro dos carros


Peça é uma parceria entre o o Grupo XIX de Teatro e a  Compagnia del Teatro dell'Argine (Itália) (Foto: Marcela Falci / Divulgação)


O ponto inicial do espetáculo Estrada do Sul é o retorno de um domingo de férias. Por circunstâncias misteriosas, um engarrafamento que parece nunca ter fim se forma. Com o tempo, as pessoas vítimas do engarrafamento são forçadas a enfrentar problemas e a falta de comida e água. A montagem do Grupo XIX de Teatro com a italiana Compagnia del Teatro Dell’Argine se inspira em um conto do escritor Julio Cortazar.

A novidade é o fato de o diretor italiano Pietro Floridia criar a interação entre público e atores dentro dos carros parados. São 23 atores ocupando 18 carros e na Vila Maria Zélia, na Zona Leste, sede do grupo paulistano. As cenas se desenvolvem dentro dos próprios veículos, onde os atores interagem com os 54 passageiros (ou público, se preferir). Em comum entre os espectadores, é a rádio sintonizada nos veículos que envia notícias sobre o engarrafamento e sobre o que acontece longe dali.

"Estrada do Sul" promove interação entre público e atores dentro dos carros (Foto: Marcela Falci / Divulgação)

A discussão da peça, que estreia nesta quarta-feira (4), gira em torno da necessidade de romper com o individualismo - bem simbolizado nos automóveis -, sair do estágio de pânico e discutir a necessidade de não pensar só em si mesmo. Aos poucos, público e atores percebem que não sairão do lugar (literalmente) se não houver interação.

Fonte: Revista Época

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Banca eletrônica da Suécia imprime revistas e jornais sob encomenda

Um dos novos modelos de negócio para o jornalismo é publicar revistas digitais com matérias produzidas. Mas essa não é a única forma de explorar novas possibilidades para a distribuição de informação. 
A empresa sueca Meganews criou uma máquina que funciona como um misto de gráfica e banca eletrônica: imprime jornais e revistas sob demanda, de acordo com a solicitação do leitor.
Usando uma tecnologia desenvolvida no Japão, a máquina imprime na hora (a partir de arquivos digitais disponíveis no sistema) o periódico solicitado pelo leitor, evitando gastos com transporte e desperdício de dinheiro com publicações encalhadas. Outra vantagem? Durante o dia, o arquivo original pode ser alterado pelas redações, deixando o conteúdo sempre o mais atualizado possível.

Até o momento, as editoras suecas Bonnier e Egmont já fazem parte da iniciativa. Será que isso vinga no resto do mundo?



Fonte: Revista Superinteressante

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pesquisa mostra que a evolução não favorece pessoas egoístas

Segundo uma nova pesquisa realizada por cientistas americanos, o egoísmo poderia ter extinto a humanidade.
Uma teoria anterior sugeria ser melhor tomar decisões favorecendo a si mesmo, ao contrário disso, o novo estudo afirma que ser cooperativo traz vantagens sobre o egoísmo.

Para conduzir a pesquisa, os cientistas usaram uma teoria que envolve a simulação de situações de conflito ou de cooperação. Ela também permite desvendar estratégias de tomadas de decisão complexas e estabelecer porque certos tipos de comportamento surgem entre os indivíduos.
Divulgado pela publicação científica Nature Communications, o estudo concluiu que se todos preferissem exercer ações egoístas os seres humanos poderiam ter sido extintos.



Dilema do prisoneiro

O estudo, realizado por uma equipe da Michigan State University, nos Estados Unidos, usou como modelo o chamado "jogo do dilema do prisioneiro", onde dois suspeitos são interrogados em celas separadas e devem decidir se delatam um ao outro ou se preferem se calar.
Nesse modelo, um acordo de liberdade é oferecido a cada prisioneiro se eles decidirem denunciar o outro.
A liberdade só é alcançada por aquele que denuncia, desde que o outro oponente decida ficar calado, o que leva este último a ser punido com seis meses de prisão.
Se ambos os prisioneiros denunciam um ao outro, os dois pegam três meses de prisão - delação.
No caso dos dois decidirem ficar em silêncio juntos - cooperação - eles ficariam apenas um mês na prisão.
O importante teórico matemático John Nash demonstrou, nesse modelo, que a tendência mais observada era a de não cooperar.

"Pode-se pensar que a seleção natural poderia favorecer indivíduos que são exploradores e egoístas, mas, na verdade, nós sabemos agora, depois de décadas de pesquisa, que essa é uma visão simplista das coisas"
Christoph Adami, responsável pela pesquisa

A resposta

A resposta, afirma Adami, é de que a comunicação entre os indíviduos do "jogo do dilema do prisioneiro" nunca havia sido levada em consideração.
"A teoria parte do pressuposto de que os dois prisioneiros interrogados não podem falar entre si. Caso isso acontecesse, eles fariam um pacto e ganhariam a liberdade em um mês. Mas, proibidos de conversar, a tentação é de que haja uma delação, de um ou de outro", diz o cientista.
Crucialmente, em um ambiente evolucionário, conhecer a decisão de seu adversário poderia não se tornar uma vantagem a longo prazo, porque o oponente poderia desenvolver o mesmo mecanismo de reconhecimento que o seu, explicou Adami.
Essa foi exatamente a conclusão a que a equipe chegou. Para obter tal resultado, eles usaram um poderoso modelo de computador para realizar centenas de milhares de combinações, simulando um simples intercâmbio de ações que, no entanto, levou em conta uma comunicação prévia entre os "usuários".

Darwin

O professor Andrew Coleman da Universidade de Leicester, no Reino Unido, disse que o novo trabalho "freia interpretações com excesso de zelo" da estratégia prévia, que propôs o avanço de padrões egoístas e manipuladores.
"Darwin ficou intrigado com o que observou na natureza. Ele se atinha particularmente aos insetos e seu modelo de cooperação", explicou.
"Pode-se pensar que a seleção natural poderia favorecer indivíduos que são exploradores e egoístas, mas, na verdade, nós sabemos agora, depois de décadas de pesquisa, que essa é uma visão simplista das coisas, especialmente se o "gene egoísta" da evolução for levado em consideração".
"Explico-me: não são os indivíduos que têm de sobreviver, mas sim seus genes. Os genes só usam os organismos – de animais ou de humanos – como veículos de propagação."
"Os genes egoístas" se beneficiam, portanto, de organismos que cooperam entre si", conclui.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Cidade perdida há 1200 anos é encontrada no Camboja

Com a ajuda de tecnologia laser, o australiano Damian Evans e pelo francês Jean Baptiste Chevance, encontou uma cidade perdida há mais de 1200 anos nas florestas do Camboja.
A cidade se chama Mahendraparvata (nome descoberto através de inscrições antigas) e fica na região de Siem Reap, no nordeste do país. Atualmente, ela se encontra escondida em meio à selva, mas em seus tempos áureos a cidade chegou a ocupar o topo da montanha Phnom Kulen.A civilização foi construída por Jayavarman II, o fundador do Império Khmer, no ano de 802, – 350 anos antes do famoso templo Angkor Wat, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, também que também fica no Camboja.  Mahendraparvata está soterrada há cerca de dez séculos, segundo estimativa dos pesquisadores.



Na cidade perdida, foram encontrados templos antigos, que parecem intocados há séculos. Além disso, há uma caverna com entalhes nas paredes, as quais, acreditam os pesquisadores, eram utilizadas por eremitas entre os séculos IX e XVI. 




O equipamento usado para encontrar a estrutura, conhecido como LIDAR, pode detectar pequenos objetos enterrados mesmo se for usado a partir de um helicóptero. O instrumento se baseia em uma tecnologia que emite lasers e analisa a luz refletida para fazer um “raio x” do ambiente.

Fonte: Revista Superinteressante

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Cães veem os donos como se fossem seus pais

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E por isso, claro, seu cachorro age como se fosse uma criança – mesmo se ele já estiver velhinho.
Foi  o que mostrou uma pesquisa com 22 na Universidade de Viena, na Áustria, liderada pela veterinária Lisa Horn. Ela os separou em três grupos: um terço ficaria sem o dono, enquanto os outros estariam acompanhados por eles – só que parte dos donos deveria se manter em silêncio, e outra parte deveria encorajar os cães a fazer as atividades. E tudo o que os bichinhos precisavam fazer era interagir com alguns brinquedos. Em troca, ganhariam comida.
Os cachorros que estavam com os donos passavam muito mais tempo brincando. Nem a comida servia para motivar os cães ‘abandonados’.
A pesquisadora refez o teste, mas dessa vez os donos foram substituídos por pessoas desconhecidas. Nenhum dos cães mostrou muito interesse pelos brinquedos.
Segundo Horn, os testes são suficientes para provar a existência da “área de segurança”. Ou seja, os cães se sentem mais seguros, confiantes e confortáveis na presença dos donos. Sem eles, tudo parece mais perigoso – e sem graça. E é exatamente o que acontece na relação entre pais e filhos pequenos. “Esta é a primeira evidência da similaridade entre o ‘efeito de base segura’ encontrado na relação dono-cachorro e na criança-pai”, diz a pesquisa.
Pra quem tem um bichinho é fácil perceber isso, não? Quantas vezes você não disse por aí que seu cachorro age sempre como se fosse uma criança?


Fonte: Revista Superinteressante

As novas propostas de reforma política no Brasil

Há mais de 15 anos existem propostas de reforma política tramitando no congresso. Embora defendidos publicamente por governantes e partidos, os projetos de reforma política esbarraram na conveniência eleitoral de cada momento, com recuos para evitar perdas de poder nas eleições seguintes.
As únicas mudanças relevantes na legislação eleitoral ao longo desse período foram a aprovação da reeleição - em 1997, passando a valer em 1998 para prefeitos, governadores e presidente - e a chamada Lei da Ficha Limpa, que, embora aprovada em 2010 passou a vigorar somente em 2012, quando ficaram impedidos de concorrer políticos que tenham sido condenados, cassados ou renunciado para evitar a cassação.
Entre os principais itens de uma potencial reforma política estão restrições ao financiamento público de campanhas, apontado como um fator divisor de águas quanto à corrupção nos altos escalões de governos, e o aumento da participação popular na formulação de leis - com a redução do número de assinaturas requeridas para tal.


Foto: BBC


Veja, abaixo, algumas das principais propostas de reforma política apresentada nos últimos anos:
1. Financiamento público exclusivo de campanha

Substitui o sistema atual, misto, formado por recursos públicos e privados, através do qual partidos recebem dinheiro diretamente de empresas que, muitas vezes, participam de licitações ou são fornecedoras do serviço público.
Seria adotado o financiamento exclusivamente público, com recursos do fundo partidário.
No entanto, há quem diga que, mesmo com o financiamento público, o chamado caixa 2 poderia continuar existindo, com partidos e candidatos recebendo recursos não declarados em troca de benefícios futuros a doadores.
Já o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, o mesmo que apresentou a proposta da Ficha Limpa, quer que empresas sejam proibidas de fazer doações eleitorais, já que não têm direitos políticos. Ou seja, somente pessoas físicas seriam autorizadas a doar recursos de campanha.


2. Fim das coligações, porém permitindo que partidos façam federações partidárias que durariam, no mínimo, quatro anos

No atual sistema não há limites para a duração das coligações entre partidos, o que, em teoria, aumenta o casuísmo e reduz a força de associações em torno de programas de governo. Partidos não atendidos em suas demandas por cargos ou emendas específicas ameaçam "pular fora" da base de apoio, ou, no caminho contrário, deixar a oposição.
Críticos afirmam, porém, que sem uma lei mais rigorosa quanto à fidelidade partidária, o fim das coligações não surtiria muito efeito, porque haveria debandadas ou filiações em massa de acordo com o apoio de grupos de políticos a um governo ou a popularidade do governante.


3. Coincidência temporal das eleições (municipais, estaduais e federais), a PEC 71/2012

Teria como objetivo melhorar a qualidade das relações entre esferas de poder e aumentar a sincronia na adoção de projetos que transcendem esferas específicas.
Segundo o autor da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR), a emenda constitucional também aumentaria o foco em políticas públicas, e não em eleições, já não haveria campanha por pelo menos três anos.
Em oposição a essa ideia pesa o fato de que, em uma só eleição, o eleitor teria que escolher sete diferentes nomes para os cargos de vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente.


4. Ampliação da participação da sociedade na apresentação de projetos de iniciativa popular, inclusive via internet

Pela medida, 500 mil assinaturas garantiriam a apresentação de um projeto de lei; e 1,5 milhão, de proposta de emenda à Constituição (PEC).
Atualmente, são necessárias assinaturas equivalentes a 1% da população em cinco unidades da federação - na prática, três vezes mais assinaturas para a apresentação de projetos de lei.
No entanto, há quem deseje que este aumento de participação ocorra também por meio da realização mais frequente de consultas populares - afinal, na história recente do país, desde a redemocratização, ocorreram apenas dois plebiscitos nacionais: o que definiu o sistema de governo (presidencialismo) e o que impediu mudanças mais profundas na política de venda e porte de armas.


5. Fim do sistema de lista aberta partidária

Pelo sistema atual usado para eleger deputados e vereadores, os votos a um parlamentar contam como votos no partido. Isso permite que os milhões (ou vários milhares) de votos dados a um "puxador de votos" de um partido acabem ajudando a eleger deputados que tiveram poucas centenas de votos. Propostas como a criação de listas flexíveis, em que apenas o voto na legenda fosse usado para eleger candidatos da lista partidária, já vinham circulando faz algum tempo.
Mas nesta semana, aproveitando o embalo dos protestos populares, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) apresentaram uma proposta, batizada de "eleições limpas", que prevê eleições parlamentares em dois turnos. No primeiro, os eleitores votariam apenas nos partidos - obrigando o eleitor, pelo menos em teoria, a escolher entre propostas ou plataformas políticas. Depois de definido o número de vagas de cada partido, o eleitor votaria, no segundo turno, no candidato de sua escolha.
Outros itens que poderiam fazer parte de uma reforma política são o fim de voto secreto em sessões do Congresso e o fim da aposentadoria de parlamentares.

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 20 de junho de 2013

App que 'encontra' papel higiênico foi a alternativa dos venezuelanos

A escassez de produtos básicos como açúcar, farinha e até papel higiênico tirou a paciência do jovem venezuelano Jose Augusto Montiel, que teve que abrir mão de seu café com leite pelas manhãs.
A alternativa encontrada pelo jovem depois de ver seus pais indo de supermercado a supermercado em busca de leite na cidade de Maracaibo foi criar o "Abastéceme". Uma rede social em que os usuários trocam informações sobre onde estão disponíveis os produtos mais procurados pelos consumidores.
"Talvez isso não vá solucionar o problema da falta de abastecimento, mas pelo menos temos agora uma ferramentas para facilitar a vida do venezuelano", explicou Montiel à BBC Mundo.
Em um mês, o estudante de engenharia química de 21 anos já criou uma versão para o Android. Em poucos dias, promovido apenas no "boca a boca", já foi baixado por 4 mil usuários ativos.




Luta de classes

Ainda que a maioria de seus usuários esteja na capital, Caracas, seu nível de aprovação e aceitação como ferramenta confiável na hora de fazer compras é, entretanto, incipiente.
Por exemplo, no leste da capital venezuelana, o sistema não acusava, nas lojas locais, a presença de farinha - principal ingrediente para a tradicional arepa, um tipo de pão bastante apreciado e popular no país - ou papel higiênico, que ultimamente se transformou no produto mais procurado da cidade.
Mesmo assim, clientes corriam a um supermercado dessa região de classe média alta que vendia o cobiçado papel higiênico.
Na frente do supermercado, enquanto ajustava o papel higiênico com uma corda para levar em sua moto, Osmán Díaz contou à BBC Mundo que ficou sabendo sobre a venda do produto por meio de um amigo.
"Não sou político, mas a situação está crítica por culpa desse senhor que nos governa", lamentou Díaz.
Do mesmo supermercado, saía Oscarina Velásquez, queixando-se do longo tempo que teve de aguardar na fila.
Sua explicação para a situação é bem diferente da de Díaz: "Os comerciantes são uns aproveitadores que querem jogar a culpa no governo".

"Ali dentro, na fila, todo mundo estava falando mal. É uma guerra econômica, uma luta de classes", disse Velásquez.

Aproveitadores x governo

A explicação de Velázquez é a mesma do governo do presidente Nicolás Maduro, que acusa os empresários de se alinharem com a oposição para desestabilizar o governo ao ocultarem bens essenciais.
Para resolver a situação, o governo anunciou a importação de alimentos e outros produtos da cesta básica.
Economistas alinhados com a oposição consultados pela BBC Mundo culpam o controle do câmbio, que mantém a moeda venezuelana, o bolívar, sobrevalorizado, provocando uma escassez de dólares disponíveis para os importadores.
Os especialistas ainda apontam que o controle de preços desacelera a produção local e incentiva o mercado negro - em que os bens que não se encontram no comércio formal se vendem acima do preço definido pelo governo.
Mas o que nem o governo e nem a oposição negam é o fenômeno das compras feitas no impulso. Pelo temor constante de que produtos venham a ficar escassos, muitos venezuelanos passaram a comprar quase que de forma compulsiva.

Consumismo

É em meio a essa situação que se criou o ambiente propício para a aparição do "Abastéceme" - e provavelmente de outros sistemas similares.
O app sinaliza em um mapa os lugares onde um usuário reportou ter encontrado, por exemplo, uma lata de azeite ou um pacote de café.
Seu criador, Montiel, agora, desenvolveu seu pequeno empreendimento. "No momento só trabalho com minhas irmãs, que me me ajudam a desenvolver o conceito visual artístico", conta.
O aplicativo, cujo conteúdo publicitário serve para gerar renda para Montiel, somente está disponível para celulares com o sistema Android. Ainda será lançada uma versão específica para Blackberry.
"Gostaria de ter desenvolvido para iPhone, mas o problema é que preciso de um computador Mac [Apple], mas não tenho recursos. Quando a situação melhorar, o tornarei disponível [para iPhone]", disse.

Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 14 de junho de 2013

TED Global 2014 será no Brasil

O próximo TED Global, a conferência mundial de ideias que merecem ser espalhadas, vai ser na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, entre 6 e 10 de outubro de 2014, depois da Copa e antes das Olimpíadas. É a primeira vez que um dos dois principais eventos do TED irá acontecer fora da América do Norte ou do Reino Unido. “O Sul está chamando”, disse o curador e diretor do TED Chris Anderson, despedindo-se da Europa no palco do evento, em Edimburgo, na Escócia.



O TED, cuja sigla significa “tecnologia, diversão e design” é hoje considerado um dos principais eventos da classe criativa no mundo. Suas palestras, distribuídas gratuitamente pelo site ted.com, são vistas bilhões de vezes e muitas vezes tornam-se fenômenos, sendo assistidas em todos os cantos do mundo e levando desconhecidos ao estrelato. Clique aqui se quiser ler uma reportagem da SUPER sobre o TED que aconteceu na Califórnia em fevereiro deste ano.
O anúncio de que o próximo TED Global será no Brasil foi feito hoje de manhã, logo após a palestra em inglês da neurocientista carioca Suzana Herculano-Houzel, e foi muito aplaudido pelo público. Chris disse que adora Edimburgo, na Escócia, onde o TED Global costumava acontecer, mas que o sonho dele é fazer com que a conferência seja realmente global. “Há no sul muita inovação, muita criatividade, muitas perguntas e respostas que o mundo precisa escutar”, disse ele. Haverá em 2014 um número maior de palestrantes brasileiros e sul-americanos do que em eventos anteriores. Mas quem quiser assistir ao vivo precisa ter bolsos fundos e agir logo: os ingressos custam 7.500 dólares e esgotam rápido.
A SUPER colabora com o TED no projeto Ideia Visual. Funciona assim: nós criamos infográficos sobre as palestras deles, que são publicados na revista e depois traduzidos para o inglês e espalhados pelo mundo pelo TED. Na estreia do projeto, este mês, a imagem que criamos sobre a façanha do mágico David Blaine provocou um boom de audiência para a palestra dele, que se tornou a segunda mais assistida do TED no dia, com cerca de 1.500 visualizações por segundo. O designer Rafael Quick, da SUPER, que desenhou o Ideia Visual, está neste momento no TED de Edimburgo, pesquisando para uma grande reportagem infografada sobre como as ideias se espalham.

Fonte: Revista Superinteressante

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Dicionário de crianças colombianas surpreende adultos


São definições cheia de poesia e sabedoria, apesar da pouca idade de seus autores. Ou talvez por isso mesmo.
Vão desde A de adulto ("Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro de si", segundo Andrés Felipe Bedoya, de 8 anos), até V de violência ("A parte ruim da paz", na definição de Sara Martínez, de 7 anos).
O dicionário está no livro "Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças", uma obra que surpreendeu ao se tornar o maior sucesso da Feira Internacional do Livro de Bogotá, no final do mês de abril. A surpresa aconteceu especialmente porque o livro foi publicado pela primeira vez na Colômbia em 1999 e reeditado no início desse ano.
"Isso me faz pensar que o livro continua revelando, continua falando sobre as pequenas coisas", disse à BBC Mundo Javier Naranjo, que compilou as definições feitas por crianças colombianas.
"Eles têm uma lógica diferente, outra maneira de entender o mundo, outra maneira de habitar a realidade e de nos revelar muitas coisas que esquecemos", diz.
É assim que, no peculiar dicionário, a água é uma "transparência que se pode tomar", um camponês "não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos" e a Colômbia é "uma partida de futebol".




Sabedoria infantil

Além disso, uma das definições de Deus passa a ser "o amor com cabelo grande e poderes", a escuridão "é como o frescor da noite" e a solidão é a "tristeza que a pessoa tem às vezes".
'Outra visão do mundo'
As definições - quase 500, para um total de 133 palavras diferentes - foram compiladas durante um período "entre oito e dez anos", enquanto Naranjo trabalhava como professor em diversas escolas rurais do Estado de Antioquía, no leste do país.
"Na criação literária fazíamos jogos de palavras, inventávamos histórias. E a gênese do livro é um dos exercícios que fazíamos", conta ele, que agora é diretor da biblioteca e centro comunitário rural Laboratório do Espírito.
Ele diz que teve a ideia de pedir aos alunos uma definição do que era uma criança, em uma comemoração do dia das crianças.
"Me lembro de uma definição que era: 'uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir mais cedo'. Eu adorei, me pareceu perfeita."
"As crianças escolheram algumas palavras e eu também: palavras que me interessavam, sobre as quais eu me perguntava. Mas não fugi de nenhum", afirma Naranjo.
No dicionário aparecem temas do cotidiano da Colômbia, como guerra e "desplazado", pessoa que se desloca pelo país, geralmente fugindo de conflitos. Um dos alunos definiu a palavra criança como "um prejudicado pela violência".
Aprender a escutar
Para a publicação, Naranjo corrigiu a pontuação e a ortografia das definições escolhidas, mas afirma não ter tirado nenhuma das palavras por "questões ideológicas".
Por isso, o livro mantém a voz das crianças, com suas formas de explicar as coisas e construções gramaticais particulares. Bianca Yuli Henao, de 10 anos, define tranquilidade como "por exemplo quando seu pai diz que vai te bater e depois diz que não vai".
O ex-professor diz que o respeito à voz das crianças também é parte do sucesso do livro, que foi reeditado em 2005 e 2009 e inspirou obras semelhantes no México e na Venezuela.
As vendas do livro ajudaram a financiar as atividades da biblioteca atualmente dirigida por Naranjo, que continua convidando as crianças a deixar a imaginação voar com outras dinâmicas.
"Nós adultos somos condescendentes quando falamos com as crianças e deve ser o contrário. Mais que nos abaixarmos temos que ficar na altura deles. Estar à altura deles é nos inclinarmos para olhar as crianças nos olhos e falar com elas cara a cara. Escutar suas dúvidas, seus medos e seus desejos", diz.

Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)
Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)
Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)
Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)
Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)
Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)
Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)
Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)
Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)
Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)
Guerra:Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)
Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)
Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)
Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)
Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)
Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)
Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)
Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)
Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)
Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)
Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)

livro Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças, de Javier Naranjo

Fonte: BBC Brasil

Escolas receberão R$ 100 milhões para investir em cultura

A partir do segundo semestre deste ano, escolas públicas de ensino integral terão dinheiro para promover atividades culturais pelo Programa Mais Cultura nas Escolas, lançado nesta terça (21) pelos ministérios da Educação e da Cultura. "Estaremos potencializando a difusão cultural. Muitos professores querem, mas não sabem como fazer", diz a ministra da Cultura, Marta Suplicy.

Serão selecionados cinco mil projetos. Cada escola contemplada receberá entre R$ 20 mil e R$ 22 mil, que serão usados em apresentações de teatro, música, dança, circo, artes visuais, cultura indígena, cultura afrobrasileira, além de atividades externas, como visitas a museus.

Estão aptas a se inscrever 34 mil escolas de educação básica, que participam dos programas Mais Educação e Ensino Médio Inovador. "A jornada maior é o que permite desenvolver as atividades com mais qualidade", explica o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

De acordo com a ministra, o projeto é uma demanda tanto dos professores quanto dos artistas e agentes culturais. Eles poderão criar um plano de atividade cultural, envolvendo linguagens artísticas e manifestações da cultura. Como a inscrição será feita apenas pelos diretores das escolas, os grupos de cultura que quiserem participar devem procurar as secretarias de Educação municipais e estaduais.

As escolas serão escolhidas por um grupo de professores de universidades federais. Os projetos serão selecionados de acordo com o histórico de atuação dos grupos culturais e de acordo com a qualidade do projeto apresentado. Será levado em consideração o equilíbrio regional e o equilíbrio temático.

Segundo o ministro Aloizio Mercadante, todos os estados e o Distrito Federal serão contemplados. Os projetos desenvolvidos pelas escolas e será exigida prestação de contas da utilização dos recursos. As escolas deverão enviar também fotografias e vídeos que provem a execução das atividades. "A escola que não enviar o registro pode não participar do próximo edital", explica Mercadante.

As inscrições começam amanhã (21) e vão até o dia 30 de junho. O resultado será divulgado no começo de agosto. Os recursos serão encaminhados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) pelo Programa Dinheiro Direto da Escola (PDDE).

Fonte: Revista Istoé

quarta-feira, 15 de maio de 2013

2013: o ano do livro digital


O Big Bang dos livros digitais no Brasil finalmente aconteceu. Foi em 5 de dezembro de 2012. Num intervalo de menos de 24 horas, estrearam a Amazon brasileira (trazendo junto seu leitor eletrônico, o Kindle), a canadense Kobo (rival da Amazon) e a loja de livros digitais do Google. A Apple, aliás, tinha estourado a largada: para conseguir vender e-books em português antes de todas as outras, começou a oferecê-los em dólares mesmo, em outubro.


O Brasil já tinha suas próprias lojas de livros digitais, locais, desde o final de 2009. Mas faltavam dois detalhes essenciais para que vivêssemos o cenário que os Estados Unidos vislumbraram no final de 2007, quando a Amazon lançou o Kindle por lá. Faltavam aparelhos de leitura a preços razoáveis e um acervo que fosse digno desse nome. Ambos foram impulsionados pela chegada das lojas estrangeiras.

Gadgets para ler até já existiam por aqui, claro, já que os tablets também servem para isso. Mas com a Amazon e a Kobo chegaram os aparelhos feitos apenas para a leitura, com tela que não brilha. Seus olhos agradecem. E tem o preço. Enquanto o iPad custa mais de R$ 1.000, um Kindle ou um Kobo saem por menos de R$ 300.

Outro problema começou a ser resolvido antes mesmo de as lojas estrangeiras chegarem. Como a vinda delas era iminente, as editoras nacionais passaram a digitalizar em massa seus catálogos. No começo de 2012, tínhamos 6 mil livros digitais em português. No de 2013, 15 mil. Nem é tanto das centenas de milhares de títulos que as editoras têm a oferecer. Mas, para o leitor, o que existe agora já é um mundo. Especialmente no Brasil, onde quem não mora nas cidades grandes enfrenta uma barra para encontrar uma livraria. Esse leitor já dependia das lojas virtuais para comprar livros, mas, com a chegada dos digitais, não precisa mais esperar dias para recebê-los. Sessenta segundos o separam daquilo que ele quer ler. Mesmo que esse leitor more numa capital, ele aprende que pode baixar um livro em menos tempo do que leva para fazer baliza no estacionamento do shopping.

Essa comodidade trouxe algo novo: nos países em que o livro digital já pegou, as pessoas começaram a ler mais. Uma pesquisa da Pew Research Center nos EUA mostrou que os leitores de e-books leem 24 livros por ano, ante 15 livros para quem se mantém fiel apenas ao impresso. Natural: para começar, livro digital não ocupa espaço. E espaço é um artigo precioso no mercado de livros. O metro quadrado nas livrarias é escasso. Custa caro. Então não é fácil encontrar por aí obras que não sejam os best-sellers de sempre. Pra que elas vão gastar espaço com livros que vendem pouco? Já as lojas de e-books têm um espaço virtualmente infinito. Em tese, dá para comprar qualquer obra ali. Aquele livro que você sempre quis ter e nunca nem viu numa livraria quase certamente vai existir um dia no formato digital. Nisso, cada leitor encontra o que mais gosta. Cada tampa acha a sua panela. E as pessoas acabam lendo mais.

E elas não leem mais só porque é mais fácil comprar. É mais fácil na hora de ler também. Baixou O Amanuense Belmiro para o vestibular e não sabe o que é a palavra "amanuense"? É só por o dedo em cima dela e um dicionário diz. Até deixar marcas de leitura nos livros ficou mais tranquilo. Você seleciona o trecho com o dedo e ele já aparece em destaque. É tão intuitivo que uma hora você vai se pegar tentando selecionar palavras com o dedo num livro de papel.

Ah, também dá para ver quais trechos foram mais marcados pelos outros leitores. Legal que, desse jeito, dá para aprender algumas coisas inusitadas sobre a cabeça das pessoas. Tipo: o livro mais sublinhado de todos os tempos no Kindle, fora a Bíblia, é Steve Jobs, de Walter Isaacson. E o trecho mais marcado ali é "finja que está no controle, e as pessoas vão achar que você está". Aliás, esse tipo de dissimulação é mais ou menos o que a Amazon vem fazendo. A empresa gosta de divulgar que já vende mais e-books que livros em papel. Mas isso não significa que o livro digital já assumiu o controle do mercado. A verdade é que, mesmo com a clientela digitalizada da Amazon, só um em cada quatro leitores americanos já experimentaram um Kindle, um Kobo ou qualquer outro leitor.

Mesmo assim, a adesão ao digital surpreende. Outra pesquisa da Pew mostra que, há pouco mais de um ano, apenas 16% dos leitores tinham tido contato com livros digitais. Agora essa fatia está em 23%. Ou seja: é, sim, apenas um quarto. Mas até há pouco tempo era um sexto, então o que temos é um ritmo de crescimento impressionante. Chegar aos 100%, ao que parece, é questão de tempo. No Brasil não deve ser diferente. E em algum momento o livro impresso talvez seja para o digital aquilo que os manuscritos já foram para o livro de papel: uma sombra do passado. Tanto que a palavra que denomina o profissional que faz manuscritos está morta. É "amanuense".

O livro de papel vai acabar, então? Por inusitado que pareça, não. A massificação dos livros digitais pode até ser boa para quem gosta de livros impressos. Livro, afinal, também é objeto de decoração. Mesmo quem hoje praticamente só lê livros digitais gosta de exibir uma estante cheia de lombadas - o fetiche por livros, vale lembrar, é até maior do que aquele que ainda movimenta a indústria de discos de vinil. E agora só vão sobreviver no mercado de impressos as editoras que fizerem os livros mais bonitos, caprichados, daqueles que dá gosto de folhear. As tranqueiras podem ficar só no digital mesmo. Ainda mais porque, com ele, ninguém sabe o que você está lendo.

*Repórter e colunista da Folha de S. Paulo

Fonte: Revista Superinteressante

Anúncio inteligente 'lê' olhos de consumidor em loja

Chamado de Sideways, o sistema usa um software com câmeras que localiza e identifica o movimento de rostos e olhos, permitindo que monitores de TV troquem anúncios de acordo com os interesses demonstrados pelo cliente na hora de comprar.
Os responsáveis pelo projeto disseram à BBC que a nova tecnologia poderá ser usada em lojas em até cinco anos.



Câmeras identificam o movimento de rostos e olhos

Os próprios consumidores também serão capazes de usar os olhos para controlar o conteúdo nas telas, checando itens num lista de produtos.
"Usamos uma câmera instalada perto da tela e não precisamos de nenhum equipamento extra," explica o pesquisador Andreas Bulling.
"O sistema detecta os rostos das pessoas e mostra onde os olhos estão presentando atenção."
14 pessoas ao mesmo tempo
Bulling desenvolveu o projeto com mais dois colegas da Escola de Computação e Comunicações da Universidade de Lancaster.
A maioria dos sistemas de monitoração do olhar existentes até agora eram difíceis de instalar e só podiam ser usados por uma pessoa enquanto o Sideways pode monitorar até 14 pessoas ao mesmo tempo.
Em um vídeo de demonstração, o potencial da tecnologia é mostrado com um comprador examinando capas de álbuns em uma loja de discos.
A chamada "tecnologia do olhar" está virando lugar comum em muitos produtos. A companhia Tobii, apoiada pela IBM, já apresentou protótipos de uma televisão controlada pelos olhos.
Em março, a Samsung lançou o telefone de ponta Galaxy S4, que detecta se o usuário está olhando para o aparelho acompanhando o movimento de seus olhos.
"O monitoramento através do olhar é um assunto quente," disse Bulling. "Espero que a tecnologia esteja disponível em pouco tempo."
A novidade pode ser bem recebida pelos consumidores se ela facilitar a maneira como fazem as compras, mas Bulling advertiu: "Se os consumidores não estiverem cientes de que a nova tecnologia está em funcionamento, questões de privacidade poderão ser levantadas."

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Unesp lança mais 54 livros digitais gratuitos

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) disponibilizará a partir de quarta-feira mais 54 livros virtuais gratuitos assinados por docentes da instituição. As obras são da área de ciências humanas e versam sobre conteúdos variados dentro de grandes grupos, como sociologia, filosofia, política, literatura e história. Os títulos estão disponíves para download no site do selo Cultura Acadêmica. 

Fruto de uma parceria entre a Editora da Unesp e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg), a Coleção Propg/FEU Digital começou em 2010 com o lançamento de 44 títulos. O catálogo foi reabastecido em 2011 e 2012 e, com as novas obras, chegará a 192 livros. 

Segundo a Unesp, o objetivo da coleção é divulgar a produção acadêmica gerada pelas pesquisas na universidade, de modo a democratizar o conhecimento. Ao longo de 2012, as 138 obras então oferecidas pelo catálogo atingiram 134.000 downloads. A meta da instituição é publicar 1.000 livros até 2020.

Fonte: Revista Veja

Comissão de Constituição e Justiça aprova projeto que regulamenta meia-entrada em cinema, teatro e eventos

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou há pouco o texto base do projeto de lei que regulamenta a meia-entrada para estudantes, jovens de baixa renda, portadores de necessidades especiais e idosos em cinemas, teatros, eventos esportivos e culturais. Neste momento, a CCJ analisa os destaques ao relatório apresentado pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP). Entre outros pontos, a proposta determina que a meia-entrada fique limitada a 40% do total de ingressos disponíveis para cada evento.

O projeto prevê, entre outros pontos, a emissão da Carteira de Identificação Estudantil (CIE) que ficará a caro da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e entidades estaduais e municipais filiadas a essas instituições.

O documento terá validade de um ano e modelo único nacional padronizado, com certificação digital atestada pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI).

Serão considerados jovens de baixa renda aqueles com faixa etária de 15 a 29 anos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), cuja renda familiar mensal seja de até dois salários mínimos.

Fonte: Revista Exame